
A tortura musical foi tema deste blog na semana passada. A safra bichada dos novos cantores nacionais é fato, assim como a constatação de que vão-se os bons e sobram “pseudagens” do naipe de Mallu Magalhães.
O assunto é sério. A música é realmente usada como arma. Mas na luta contra o terror.
O que Christina Aguilera, Metallica, Bruce Springsteen e o dinossauro Barney têm em comum? São mandados ouvido abaixo dos prisioneiros americanos durante agressivos interrogatórios no Iraque, Afeganistão, baía de Guantánamo e Cuba.
O abuso intencional da música é um procedimento-padrão para minar a resistência dos presos – outros artifícios são alterar o padrão do sono, privá-los de qualquer contato sensorial, expô-los a altas temperaturas, humilhá-los sexualmente e submetê-los a vários tipos de estresse.
A notícia sobre o tratamento dado a prisioneiros acusados de atividades terroristas chega através de um artigo escrito por Suzanne Cusick, musicóloga da Universidade de Nova York.
Segundo ela, a música tem sido usada como ferramenta para interrogatórios desde os anos 60 e de duas formas: uma, assustando e desorientando os detentos através da exposição a sons muito altos para “acentuar o efeito da privação de sono e para abafar seus pensamentos profundos”. A outra é colocando os acusados em contato prolongado com músicas americanas a fim de ofender a sensibilidade dos prisioneiros fundamentalistas muçulmanos.
Os interrogadores parecem escolher o repertório aleatoriamente, mas as preferidas são as de heavy metal. O relato de uma soldada que costumava participar das sessões dá a noção do quadro: “Na primeira resposta errada, as luzes eram apagadas, luzes estroboscópicas eram ligadas e algum heavy metal era colocado – sempre em volume muito alto”.
Os presos também costumam ouvir muito James Taylor, Queen, Britney Spears, “The Star-Spangled Banner” e coletâneas de disco music e rap.
Mohammed al Qahtani – suspeito de ter participado do atentado de 11 de Setembro – sofreu em Guantánamo. Enquanto gotas d´água pingavam intermitentemente em sua testa, ouvia “Dirrty”, de Christina Aguilera.
Um cidadão espanhol – também acusado de ter ligações com a rede Al-Qaeda – declarou que na maioria de seus interrogatórios era obrigado a ouvir Bruce Springsteen.
A conclusão é simples: esses prisioneiros estão muito bem de repertório. E nós, que somos atormentados com Mallu, Calypso, Dado Dollabela, Roberto Justus e Armandinho?
Cansados de todo esse circo? A dica é desabafar e amaldiçoar pseudo-cantores, terroristas ou soldados americanos AQUI








Entrar na sessão de um filme sem conhecer a sinopse ou quaisquer outras características é minha prática comum. Os resultados, obviamente, refletem essa atitude-camicase.
Na semana passada ocorreu no Recife a 4ª edição do “Porto Musical”, uma espécie de feira da música internacional que reúne vários dos envolvidos no processo de produção musical, como representantes de selos e gravadoras, músicos e produtores.
Na época em que foi prefeita de São Paulo Marta Suplicy mexeu com os ânimos dos paulistanos ao instaurar a “Operação Belezura”. Com a ajuda de voluntários, limpava muros, fachadas e lugares públicos em geral e enfeitava os canteiros centrais das avenidas mais movimentadas da capital com os coqueiros fornecidos pela empresa de seu então marido, Luís Favre.

Parece piadinha sem-graça de Dia da Mentira, mas encerrou-se no mês passado no Canadá a temporada de caça e matança de focas. O período – que vai de 15 de novembro a 15 de maio – é estabelecido pelo Departamento de Pesca e Oceanos.

O Supremo Tribunal Federal bateu o martelo: não é mais necessário o diploma para ser jornalista.
Primeiro foi a promoção 
Uma das atrações turísticas mais conhecidas da Índia são os encantadores de cobras. Além das imagens do Ganges, é um registro fotográfico que com certeza consta no álbum de qualquer um que visite a terra de Gandhi. É quase como ir a Pisa e não tirar uma foto “empurrando” a torre ou em Paris não fazer pose colocando a Torre Eiffel na palma da mão.
Era véspera do feriado de Corpus Christi e o assunto passou batido. Mas vale amplificar as novas falcatruas made in Brasília trazidas à tona pelo jornal “O Estado de S. Paulo” na quarta-feira.
Feriado prolongado é sinônimo de descanso no trabalho, nos estudos e, consequentemente, na dieta. Nosso nível de adrenalina fica tão baixo que é comum praticarmos a autoindulgência à mesa. Saboreia-se de tudo, sem a menor culpa ou cuidado.
O mundo gira, a Lusitana roda e a relação entre o estresse e a demência vai ficando cada vez mais atual, um clássico do pensamento contemporâneo.
