O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/05/19

O “X” DO PROBLEMA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:04

simpson

lupaPassar pelos sistemas de detectores de metais é um ótimo teste para a nossa paciência. Nos bancos, já foram motivo de brigas e striptease daqueles que perderam a calma após se desfazerem do guarda-chuva, das moedas ou do cinto.
Mas o que é ruim sempre pode piorar. Nos Estados Unidos a polêmica envolvendo os scanners usados nos aeroportos está apenas começando. Isso porque as ondas de rastreamento desses aparelhos atravessam a roupa do passageiro e desenham na tela o corpo nu em três dimensões. As autoridades podem ser acusadas de voyeurismo e invasão de privacidade.
Nesta semana um grupo de advogados vai entrar com uma ação contra o Departamento de Segurança de Estado Americano a fim de suspender o uso dos scanners. Especialistas dizem que eles promovem um striptease virtual.
Os que defendem o uso dos equipamentos dizem que a grande vantagem é a velocidade. Enquanto antigamente demorava-se de 2 a 4 minutos para escanear um passageiro, agora já é possível fazê-lo entre 15 e 30 segundos. Além disso, muitos não aprovam a ideia de serem tocados por um segurança. O scanner evitaria esse problema.
Mas quando os passageiros têm a opção de escolher, 99% optam pelo detector de metais antigo.
O porta-voz da Administração de Segurança nos Transportes explica que o sistema é operado por dois oficiais. O que fica na máquina não vê a imagem – esta aparece num computador remoto, em um outro local, para um segundo oficial que não tem contato com o passageiro.
Para assegurar maior proteção, o rosto do passageiro é borrado e aos funcionários que trabalham na sala não é permitido o uso de câmeras, telefones celulares ou qualquer outro tipo de aparelho. Os computadores usados estão programados para não armazenarem nenhuma imagem. O resultado é apagado instantaneamente.
Segundo os advogados que entrarão com a ação, ter imagens borradas não é suficiente para borrar o assunto. Eles querem mais vigilância, transparência e leis de proteção ao passageiro. Teme-se ainda que o equipamento fique mais barato, difundido e se torne mais difícil de ser regulamentado.
Os que são contra a ferramenta de segurança dizem que as pessoas não podem ser humilhadas pelos seus governos em nome da segurança. E vão ainda mais longe: funcionários que trabalham no aeroporto de Los Angeles podem fazer fortuna vendendo imagens de famosos nus.
Esse raio-x de ficção científica foi usado pela primeira vez num aeroporto em Phoenix, Arizona, há quase dois anos. Atualmente 40 estão sendo testados e usados em outros 19 aeroportos pelo país. Cada um custa cerca de 170 mil dólares.
Além dos Estados Unidos, os scanners já estão em funcionamento na Inglaterra, Espanha, Japão, Austrália, México, Tailândia e Holanda.
Nem é preciso dizer que no Brasil não há a menor chance de uso dos scanners. Como ficaria o transporte de dólar na cueca?

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