
Um dos argumentos usados para justificar um possível fracasso dos e-books entre os amantes da leitura é que eles não têm aquele cheirinho gostoso das páginas do livro.
Para quem não conhece, os e-books nada mais são do que livros digitais. Podem ser transportados com facilidade em qualquer tipo de mídia – disquetes, CD-Roms, pen-drives – e armazenar milhares de títulos, o que faz deles uma biblioteca itinerante.
Ainda é cedo para avaliar a aceitação da nova tecnologia, mas quem tem o hábito da leitura vai mantê-lo. Com ou sem e-book. O que pode existir é uma resistência inicial – comum quando se trata de novidades.
De olho num mercado ainda pioneiro, uma empresa americana acaba de lançar um produto absurdo, o “Smell of Books” (“Cheiro de Livros”), um aerosol para ser aplicado no próprio e-book. É a evolução do bom e velho “Bom Ar”.
São cinco opções de sabores. O “Classic Musty” (“Mofado”) promete recriar o cheirinho de livrarias antigas. O site diz que “é como ter trabalhos selecionados de Shakespeare numa lata”. O “Eau, You Have Cats” (“Hum, Você Tem Gatos”) é indicado para quem gosta de bichinhos e livros. Já o “Scent of Sensibility” (“Aroma de Sensibilidade”) mistura cheiros de violetas e cavalos. “É como viver num romance da Jane Austen!”.
Há ainda o “New Book Smell” (“Cheiro de Livro Novo”) e o “Crunchy Bacon Scent” (“Aroma de Bacon Crocante”). Os preços variam entre US$ 4,99 (o de bacon) e US$ 29,99 (o de livro novo).
Segundo o fabricante, o produto é compatível com a maioria dos formatos de e-book e pode ser usado também em iPhones.
Entre os cuidados de uso, recomenda-se não empregá-lo em livros de verdade ou como desodorizador de ambientes e só aplicá-lo em lugares bem ventilados – pois podem causar tontura ou alucinações.
Alguns blogs fizeram o teste. O resultado foi catastrófico. Um dos usuários descreveu que após passar o “Smell of Books” em seu “Kindle” notou o efeito de tela queimada. Uma parte do display ficou ilegível por quase um dia. Depois o usou em seu iPhone. Apesar de não ter apresentado sinais de dano, o aparelho ficou com um cheiro fortíssimo várias horas após a aplicação.
Além disso, o aroma pode ser de tudo, menos de livros – novos ou antigos. O “Classic Musty” o deixou espirrando por alguns dias e o “Eau, You Have Cats” fez com que os gatos se comportassem de maneira estranha.
O sucesso dos e-books são uma incógnita, mas se o seu negócio é cheirinho de livros, continue dando preferência aos do mundo real.
Esse povo nao tem mais o que inventar??! Que loucura, literalmente! “…pois podem causar tontura ou alucinações”, quem vai querer comprar um troço que pode fazer mal??!
Comentário por Ju — 2009/04/09 @ 10:29
Após as tonturas e alucinações,vai reclamar no PROCON e com certeza vais ganhar um pé no traseiro bem cheiroso.
Comentário por Juventino — 2009/04/09 @ 11:56
Americano adora “um algo” fake, não? É falsa guerra, falso crédito imobiliário… Será que vão aprender com o baque de agora? Moro nos EUA vários meses por ano, mas não embarco nessa.
Porém, se pudesse escolher os cheirinhos, seriam dois: o das frutas do Sítio de Lobato, meu primeiro prazer de leitura, e o das Veredas de mestre Guimarães Rosa, que perpetuou minha paixão por livros.
Beijocas aromatizadas.
Comentário por Selma Barcellos — 2009/04/09 @ 13:28
Tinha de ser invenção de americano mesmo… sem comentários… Quanto aos e-books, podem ser ótimos, por comportarem vários títulos, mas minha vista dolorida ao ler na tela do computador, me torna não compatível com esse avanço tecnológico. Textos pelo computador, só os curtos, livros só os reais mesmo!
Comentário por Lilly Soares — 2009/04/09 @ 16:22
Desacreditei! E o website deles é sensacional, explicando o por quê dos aromas!
Louco ou visionário, em breve saberemos…
Comentário por Selma — 2009/04/10 @ 00:43
Adooorei seu blog!!
Bjo
Comentário por coisasdemaria — 2009/04/10 @ 02:17
Isso não está me cheirando bem!
Adh
Comentário por Adh2bs — 2009/04/11 @ 17:36
Não achei no seu texto o link para o fabricante… sabe dizer?
Comentário por Alessandro Martins — 2009/04/13 @ 13:03