
Elevador é um ambiente que mistura aventura e constrangimento. Afinal, adentrar um com a capacidade semiesgotada é missão para bravos.
Se as portas se abrirem e os passageiros estiverem espremidos como num Penha-Lapa às seis da tarde o conselho é agradecer e dizer que vai aguardar o próximo.
Mas se o pensamento Rexona lhe vier à mente e num impulso você decidir se juntar a eles, prepare-se para as caras feias, os “tsc tsc tsc” em dolby estéreo e as olhadas nada discretas para a placa “Lotação Máxima”. Se o elevador ainda estiver no início do trajeto, sua paciência ainda será exercitada diversas vezes. O combo abre-e-fecha + suspiros profundos vai até o ponto final, quando finalmente a boiada estoura.
É quase impossível imaginar uma época em que o elevador foi algo glamuroso, romântico até. Lento, com música ambiente, painel reluzentemente dourado e ascensorista fantasiado de paquita.
Pois foi atrás de parte dessa aura etérea que o repórter John Lendman, do jornal “Chicago Tribune”, resolveu se lançar. Segundo ele, assim como outras referências culturais, a indústria da música de elevador sumiu – e pouca gente notou.
Um ponto marcante ocorreu em fevereiro, quando a “Muzak” – empresa que universalizou a música de elevador – declarou-se falida. “Nós não temos mais música em elevadores”, diz Joseph Lanza, autor de “Música de Elevador: A História Surreal da Muzak, Agradável aos Ouvidos e Outras Músicas Ambiente”, lançado há 15 anos.
Introduzida em 1930, a música de elevador apareceu para acalmar passageiros agitados e encobrir o barulho das engrenagens. “De alguma forma o termo música de elevador foi sendo tratado em tom de deboche”, lamenta Joseph. “Gostaria que ela persistisse, assim as pessoas teriam uma segunda chance de avaliá-la”.
O repórter do “Chicago Tribune” passou dez dias zanzando pela cidade de Chicago, subindo e descendo em elevadores, ouvindo e esperando. Descobriu alguns tranquilos e outros bem sombrios, como os de alguns hoteis famosos, como o “The Hyatt Regency”.
A recepcionista do “Hard Rock Hotel Chicago” afirmou que o costume é ter música nos corredores e no lobby do hotel, mas não nos elevadores. “O elevador é um dos únicos locais calmos aqui”, completa.
Além de percorrer hoteis, o repórter foi a alguns estacionamentos que costumam colocar “hinos” de times universitários de futebol americano ou hits da Broadway para ajudar o motorista a identificar o local em que estacionou. Novamente notou que há som nos lobbies de cada andar, mas não nos elevadores.
O repórter cita ainda na matéria que no filme “Os Irmãos Cara-de-Pau” há uma cena em que Dan Aykroyd e John Belushi são acalmados por “Garota de Ipanema”.
Além disso, nos elevadores de serviço de prédios de escritórios importantes não há nem música – apenas sons de abre-e-fecha de maletas 007 ou de saltos de sapatos. A televisão se encarregou de substituir a diversão musical entre os andares.
É comum prédios comerciais chiques terem pequenas telas com sinal digital instaladas (em São Paulo a situação é a mesma).
Frustrado, o repórter se dirigiu para a “Civic Opera House”. Atravessou o saguão em estilo art-deco em direção aos elevadores e assim que as portas douradas se abriram, ele se jogou lá dentro e pode ouvir “Fausto” e “Figaro”. Enfim, música de elevador! Ele ficou andando de elevador por 10 minutos – subindo e descendo 40 andares – curtindo o que pareciam ser os últimos exemplares da espécie.
Ao chegar em casa ligou para Juliet Wilson, uma espécie de gerente da área, a DJ dos elevadores. Ela contou que recentemente a administração resolveu divulgar árias da próxima temporada de óperas do local, o que incluía “O Casamento de Figaro”, “O Elixir do Amor” e “Fausto”.
Apesar da alegria do repórter, a reação de alguns funcionários do prédio é oposta. Um deles, que estava indo para o 37º andar, reclamou que as músicas eram altas e estridentes – especialmente se é a primeira coisa que se ouve no dia.
Mais do que a música – que não seria mesmo uma má ideia – faz mais falta a cordialidade dos passageiros. Essa será mais difícil de ser recuperada.

Segunda-feira é o dia internacional da ressaca. Para quem acordou com gosto de corrimão de ônibus ou cabo de guarda-chuva na boca, aqui vão 35 curiosidades sobre o álcool. As informações foram retiradas de um blog especializado em conhaque (Cognac.com) e algumas delas soam bem absurdas.
Lula continua causando constrangimentos. Tudo ficaria em casa se ele reservasse seus comentários infelizes apenas para consumo interno. Entretanto, suas micagens estão indo além das fronteiras – as geográficas e as do bom-senso.
Um dos maiores enigmas do mundo animal foi finalmente decifrado. Cães que giram em torno do próprio corpo tentando morder o rabo não podem mais ser taxados como loucos ou infantis.
Quem se lembra de 




Dizem que a vida é feita de escolhas. Mas precisa tanta? Uma tarefa simples como ir ao supermercado torna-se uma missão impossível graças à variedade em torno de um único produto.
Se Barack Obama é o presidente dos sonhos, Michelle Obama é tudo o que sonhava a mídia. Desde Jackie Kennedy os americanos estavam sem uma Lady Di para chamar de sua.

Nos anos 80 não reinaram apenas mullets, polainas, crucifixos, rendas e gritinhos agudos. Foi também uma época muito criativa no cenário do rock brasileiro. Bandas como “Titãs”, “Ultraje a Rigor”, “Paralamas do Sucesso”, “Ira!” – adorada até pelo “Radiohead” – e “Legião Urbana” floresceram com músicas de boa qualidade. A maioria, de protesto.
Com apenas 27 anos o cérebro humano já tem corpinho de 70. É o que pesquisadores da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, acabam de revelar após sete anos de estudos com dois mil voluntários entre 18 e 60 anos.

No Brasil o nome do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi é citado em duas situações distintas: ora como megaempresário do ramo de comunicação, ora como um genérico de Corleone – graças ao seu envolvimento com atividades ilícitas.
Só percebemos nossa ignorância quando confrontados com ela. Essa foi a conclusão suscitada pela foto acima.
A pouco menos de uma semana dos 40 anos do “Bed-In” – o protesto pacífico contra a guerra e pela paz feito por John Lennon e Yoko Ono num quarto de hotel – o que se percebe é que tirar a roupa tem sido a arma mais eficaz para chamar a atenção. Neutraliza qualquer tipo de adversário.
Sempre que bate o impulso de comer algo trash, a atitude-padrão do esfomeado é dar uma conferida no menu do Mac Donalds. É o suficiente para o instinto “Super Size Me” sumir rapidinho. Uma megaoferta Big Tasty não sai por menos de R$ 16. Espanto.

Tamanho é documento. Pelo menos para as galinhas.