O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/11/20

PARA SUBIR NAS TAMANCAS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:08

A paixão por coleções não pode ser explicada nem pelos seus próprios donos. Muitas vezes nem eles conseguem dizer como e por que o acervo começou a ser reunido.
Algumas destas compilações tomam proporções tão gigantescas que das duas, uma. Ou se transformam numa bagunça empoeirada ou se profissionalizam e viram fonte de renda.
A coleção de sapatos de Liza Snook foi por este caminho. Há cerca de cinco anos ela criou o “Museu Virtual do Sapato”, que conta com exemplares reais e outros que ainda sonham em se materializar.
Liza Snook sempre foi fascinada por sapatos – a coleção já tem mais 25 anos de vida. Por muitos anos ela mostrava seu acervo de calçados, fotos e anúncios aos que iam à casa dela. Quando viajava, visitava museus temáticos pelo mundo, mas sempre ficava desapontada porque as exposições nunca mostravam a totalidade das coleções.
Essas experiências a inspiraram a criar o museu virtual. Desde 2004 tem solicitado a artistas – designers, fotógrafos, sapateiros – de vários países para enviarem suas contribuições.
A navegação pelo museu virtual é fácil e terapêutica. É possível escolher por cor, por material (couro, plástico, madeira), por designer, por tipo de sapato (sandália, sapato, tamanco, bota, sapatilha), por estilo (clássico, glamuroso, esportivo, experimental), por ênfase (salto, fivela, tornozelo, sola), por local de uso (dança, casamento, enterro) ou pela forma de exibição (fotografia, pintura, ilustração).
No momento está disponível um vídeo de uma visita que Liza fez a um novo museu do sapato em Kruishoutem, na Bélgica. O “Shoes or No Shoes?”  é organizado por Pierre Bogaerts e Veerle Swenters, ex-sapateiros na região da Antuérpia.
No vídeo eles contam que sempre se interessaram por arte contemporânea, mas não tinham condições de criar uma coleção. Então tiveram a ideia de pedir a artistas seus sapatos – devidamente assinados ou acompanhados por um certificado de autenticidade.
Segundo Pierre, de certa forma o museu expressa um pensamento de Marcel Duchamp, que disse que objetos comuns, assinados por artistas e expostos em museus virariam arte. Daí o nome – “Shoes or No Shoes?”. Cabe aos visitantes julgarem se é arte ou não.

Visitem o museu AQUI

2009/11/19

INVERNO EM PLENO VERÃO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 07:30

Antes do início do filme, o diretor alerta: “Qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais terá sido mera coincidência”. Mas acaba se entregando ao dedicá-lo a uma tal de Jenny Beckman. “Bitch”.
À tentativa frustrada de não parecer uma obra com toques autobiográficos acrescente-se o aviso de que não se trata de uma história de amor com final feliz.
E lá estamos nós diante de “500 Dias Com Ela”, trabalho de estreia do diretor de videoclipes Marc Webb com o desconhecido Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel (de “Sim Senhor” e “Quase Famosos”).
Acompanhar os 500 dias de (des) aventuras é bem agradável. Singelo e inteligente como o cinema deveria ser. Em grande parte, essa satisfação é atribuída ao descompromisso das comédias independentes, que com uma boa ideia na cabeça e um orçamento Gata Borralheira no bolso têm resultado em algo sensível e divertido – caso de “Pequena Miss Sunshine” e “Juno” – este em menores proporções.
O filme narra a história de Tom e Summer. Ele, um apaixonado que cresceu ouvindo músicas inglesas tristes e que acredita que um dia encontrará sua cara-metade. Ela, uma garota que após o divórcio dos pais passa a amar apenas uma coisa na vida: seu cabelo. Amor para ela é algo tão ficcional quanto Papai Noel.
Tom e Summer, mas poderia ser Tom e Jerry.
O conflito de personalidades é permeado por uma trilha sonora da melhor qualidade: The Smiths, Regina Spektor, Simon & Garfunkel, Carla Bruni, e menções a bandas como Belle & Sebastian ou canções como “Here Comes Your Man”.
“500 Dias Com Ela” é ainda um filme que vai agradar em cheio quem viveu a adolescência nos anos 80. Além da trilha oitentista, há referências a personagens conhecidos da época, como a menina-robô Super Vicky, o seriado “Super Máquina” ou o baixista da Sex Pistols, Sid Vicious. Outro toque anos 80 é o melhor amigo do protagonista – uma mistura de Kiko do “Chaves” com João Armentano.
A liberdade dada pela “independência” permite a “500 Dias Com Ela” unir elementos tão opostos sem parecer pedante: citações a René Magritte, Bruce Springsteen, coreografia no parque à la “Clube do Mickey” com direito a inserção de passarinho azul animado, e a preferência da protagonista por Ringo Star – e não por Lennon ou McCartney.
Mas até a independência tem seu preço. Infelizmente o filme está quase saindo de cartaz em São Paulo – onde está há duas semanas. Corram.

Vejam o site oficial (com som) AQUI

2009/11/18

HOTEL ANIMAL

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:03

Pousada dos Esquilos, Pousada Albatroz, Pousada do Beija-Flor ou Pousada do Boto são nomes comuns para hospedagens no interior ou no litoral do Brasil. O título, entretanto, não guarda qualquer relação com o estilo do lugar ou com o perfil de hóspede que recebem.
Mas um hotel em Nantes, na França, proporciona uma experiência diferente para endinheirados no “Villa Hamster”, cujo objetivo é permitir que o visitante sinta-se como um hamster por pelo menos um dia.
A diária, de 99 euros (cerca de R$ 252), oferece ao hóspede o clima necessário: ração, suíte com cama de feno, escadinha, roda para queimar algumas calorias, além da fantasia do roedor.
Segundo seus idealizadores, é um conceito único. Os arquitetos Frederic Tabary e Yann Falquerho têm uma empresa especializada em alugar locais estranhos ou bizarros. Desta vez, transformaram um prédio do século 18 num “mundo hamster”.
“O hamster no mundo das crianças é aquele bichinho fofo. Com frequência, os adultos que vêm aqui querem ter ou já tiveram hamsters. A ideia é estar na pele do animalzinho, mas com todo o conforto”, explica Falquerho.
A suíte conta com micro-ondas e em, breve, graças à reivindicação de alguns hóspedes, TV de tela plana e internet wi-fi.
O “Villa Hamster” é sem dúvida um conceito único. O que as reportagens não deixam muito claro é se o hóspede, depois de tirar a fantasia, volta para seu quarto real e faz as refeições no restaurante do hotel.
De qualquer forma, é uma opção para quem não sabe como torrar dinheiro e tem espírito esportivo. Ideal para milionários com o perfil de Paris Hilton, que apesar das posses e do sobrenome famoso, está sempre em busca de experiências inusitadas.

2009/11/17

TUDO SEMPRE IGUAL

Arquivado em: Vox populi — trezende @ 07:04

Com pequenas variações, o clássico arroz, feijão, bife e salada deve ser o prato mais frequente na mesa do brasileiro médio. O costume está tão enraizado que as donas-de-casa o preparam quase que mecanicamente.
Um levantamento feito na Inglaterra demonstrou que o hábito de cozinhar sempre a mesma iguaria não é uma particularidade brasileira.
Pesquisa com quatro mil mulheres patrocinada pela “Merchant Gourmet” – uma marca de alimentos conhecida na Grã-Bretanha – revela que 9 entre 10 mães inglesas têm um repertório de nove receitas que elas repetem com frequência. Uma em cada quatro fazem os mesmos pratos nos mesmos dias da semana. O motivo: falta de tempo e dificuldade de agradar às crianças.
A mãe inglesa-padrão tem oito livros de receitas – sendo que quatro deles nunca saíram da gaveta. De todas as sugestões apresentadas pelas publicações, elas tentaram fazer apenas cinco. A maioria culpa chefs famosos pelo fato de as receitas serem muito complicadas, com ingredientes caros ou difíceis de serem encontrados.
De acordo com 39%, pelo menos metade das receitas não saíram conforme o esperado. Além disso, 3 em cada 10 gostam de ter livros de Nigella Lawson e Delia Smith apenas para impressionar os visitantes.
Os pratos mais preparados pelas mães inglesas são: macarrão à bolonhesa; “roast dinner” (frango ou carne assada com batatas assadas e vegetais cozidos); torta de carne de carneiro ou torta de queijo cottage; massas; carne com vegetais; pizza; fritadas e guisados; embutidos com batatas e comidas indianas.
A pesquisa mostrou ainda que elas gastam, em média, 35 minutos para aprontar as refeições. O fator mais importante na escolha do cardápio é o prazer proporcionado pela comida (30%), o sabor (24%) e a saúde (23%).
Longe de ser chique e variado como o inglês, o menu brasileiro leva em consideração três itens: o hábito, o preço e o sabor. Os que têm o que comer agradecem.

Quem levou a camiseta do filme “Distrito 9” foi o leitor Renato Kaufmann. Parabéns! Obrigada a todos que participaram.

2009/11/16

AFROUXEM OS CINTOS

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 07:01

autoestima

abacaxiGordinhos ou não que encararam todo tipo de sacrifícios durante 18 anos para se contentarem com a recomendação diária de 2 mil calorias – no caso das mulheres – ou 2.500 – para os homens – podem respirar aliviados. Estávamos sendo ludibriados.
Pelo menos é o que diz um estudo realizado pelo Comitê Científico Consultivo em Nutrição da Inglaterra divulgado neste final de semana. O cálculo de calorias que tem sido usado como base para as dietas há 18 anos pode estar errado. Estima-se um aumento de 16%, ou seja, um consumo extra de 400 calorias – o equivalente a um cheeseburguer médio.
Segundo os especialistas que participaram da descoberta, esta avaliação traz dados muito mais precisos de como a energia pode ser queimada por meio da atividade física.
Para o estudo ser finalmente aprovado serão necessárias 14 semanas de consultas.
Uma reportagem publicada pela “The Grocer” – influente revista especializada no setor varejista – fala que o último relatório sobre o assunto, feito em 1991, subestimava a quantidade de energia gasta por um adulto durante um dia. Na época os pesquisadores utilizavam um método quase da idade da pedra. Observavam e mediam a respiração de estudantes confinados numa sala durante uma semana.
Mas antes mesmo de os ingleses saborearem o primeiro cheeseburguer em comemoração à boa-nova, ativistas da área da saúde dizem que as autoridades britânicas deveriam varrer o relatório para debaixo do tapete para evitar que mensagens erradas sejam passadas para a população em meio a uma epidemia de obesidade.
Um terço dos adultos ingleses – algo como 13 milhões de pessoas – serão obesos até 2012 se este ritmo se mantiver. Cidadãos com sobrepeso ou obesos custam bilhões de libras por ano ao sistema público de saúde na Inglaterra e o Departamento de Saúde já assumiu o compromisso de diminuir os níveis de obesidade infantil.
Enquanto uns comemoram e outros chiam, há quem comece a sofrer com os primeiros sintomas de uma boa cólica. Este é o caso da “Food Standards Agency”, órgão do governo britânico que regula a comercialização de alimentos. Com a novidade, eles terão de pensar em novos métodos para rotular os alimentos.

Dicas sobre como consumir as 400 calorias extras? Vejam AQUI

Hoje é o último dia da promoção “Fashion Week”. Se vocês fossem escolher uma fantasia para ir à faculdade ou ao trabalho, qual seria? Por quê? Concorram a uma camiseta do filme “Distrito 9″. Respostas para o email tatianarezende@hotmail.com

2009/11/15

MAKING MY DAY

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:56

coolhair

solNo ano passado publiquei um post sobre quatro bons sites para chorar as pitangas anonimamente: o francês Vie de Merde (“Vida de Merda”, em português), o F… My Life (“F… Minha Vida”), o J’ai Pas de Chance! (“Eu não tenho sorte!”) e o Job de Merde (“Trabalho de Merda”).
Hoje, uma dica de um site novinho em folha, mais indicado para quem já desabafou e pretende dividir seu momento de alegria: o “It Made My Day” (“Isso Valeu o Meu Dia”). No ar há menos de duas semanas, o site conta com a colaboração dos leitores, que publicam pequenas frases de situações simples do cotidiano que tornaram o dia mais agradável.
Os relatos são bem variados: “Hoje, acidentalmente, esqueci a Nutella no carro. Derreteu, então bebi”. Ou: “Saí pra passear com o cachorro quando passou um trombadinha e levou o saquinho de cocô”; ou ainda “Pagar 20 dólares numa jaqueta de couro num bazar e achar 20 dólares no bolso hoje”.
Além de picuinhas corporativas e saias justas em faculdades, há os relatos mais curiosos – os que envolvem comentários feitos por crianças.
“Eu estava cuidando de uma garotinha de 4 anos quando um comercial do Oreo disse ‘seu biscoito de leite favorito’. E a menina: ‘eu não sou muito de leite’”.
“Eu estava tentando encaixar os braços dos bonequinhos de Lego do meu filho de 6 anos mas não conseguia entender qual era a parte da frente do corpo. E ele: ‘dã, mãe, é o lado que tem peito!’”.
“Minha mulher levou meu filho de 3 anos à igreja pela primeira vez. Impaciente pelo início da missa, ele virou para minha esposa e falou: ‘A que horas Jesus chega?’”.
Mas o que valeu o meu dia foi a foto acima.

Confiram o site AQUI

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2009/11/14

QUANDO A CULPA NÃO É DO RAIO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 08:33

2012

rolofilme2“2012” não esconde seu perfil caça-níqueis. Desde pegar carona num tema que desperta a preocupação da população mundial, passando pela referência à negritude do presidente americano (Danny Glover) até a estreia, numa sexta-feira 13. Nada é por acaso no novo filme de Roland Emmerich.
Depois da descoberta do poder de Bollywood e da conquista do Oscar por “Quem Quer Ser Um Milionário?”, virou moda em Hollywood inserir um indiano em algum lugar. Neste caso, o representante é justamente o cientista que com a ajuda de um amigo descobre que o fim do mundo está próximo – o filme se baseia numa previsão maia de que o mundo se acaba em 21/12/2012.
Mas “2012” é uma grande piada. É muito difícil não conter as gargalhadas diante de tantos absurdos. Equivocado está em quem espera algo mais de um filme-catástrofe senão tragédias muito bem reproduzidas por computador, um apanhado de cenas previsíveis e o final feliz.
Seria razoável ainda que o filme não se levasse a sério. Ao que parece, o objetivo do roteirista era esse ao salpicar diálogos supostamente engraçados e espirituosos mas que resultam em piadinhas gratuitas – destaque para a fala do comandante Sasha para o seu cargueiro Antonov durante uma decolagem.
Além de errar no tom, “2012” abusa de cenas óbvias e repetitivas. Os carros do mocinho John Cusack são mais velozes do que o fim do mundo e até o Antonov é capaz de decolar quase sem pista. No terremoto que atinge o Vaticano – e consequentemente a Capela Sistina – a rachadura passa bem no meio do famoso teto, na pequena distância que separa os dedos de Deus dos de Adão. Para rolar de rir.
As filmagens foram realizadas em estruturas megalomaníacas. Galpões contavam com uma base hidráulica capaz de recriar terremotos de até 9 pontos na escala Richter.
Numa coletiva de imprensa, o diretor Roland Emmerich – o mesmo de “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã” – disse que a intenção não era fazer mais um filme-catástrofe. Só decidiu que era uma história que precisava ser contada quando viu que era uma nova versão da Arca de Noé.
No cataclisma vão-se todos os símbolos nacionais que conhecemos – inclusive o nosso representante, o Cristo Redentor, cujo desmoronamento é divulgado no filme pela “Globo News”.
Se há algo que se salva neste fim de mundo é Woody Harrelson, maravilhoso no papel de um maluco que se revela não tão maluco assim.

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2009/11/13

CONTAGEM REGRESSIVA

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 07:29

shitraining

bomba2O crescimento do consumo de crack virou uma grande dor de cabeça para o governo e para a sociedade. O drama existe há mais de uma década, mas só depois que os cachimbos viraram itens recorrentes na bolsa da classe média é que o assunto tem recebido o devido destaque.
O ministro da Saúde já anunciou investimentos para o tratamento dos usuários, mas como todos sabemos, essa chaga não é simples de ser curada. O processo é longo, caro e envolve não apenas o Brasil.
Infelizmente tem gente pensando que o vício pode ser tratado com Novalgina. É o caso da Ong “É de Lei”, que atua há mais de dez anos.
Um dos projetos da organização é o da “redução de danos” junto a usuários de crack do centro de São Paulo, a “Cracolândia”. O trabalho consiste em orientar os viciados sobre os riscos à saúde. Além de folhetos, eles recebem piteiras de silicone, manteiga de cacau e preservativos.
Geralmente os viciados fumam a droga em cachimbos feitos com antenas de carro. O metal, quando aquecido, provoca feridas nos lábios. Com a distribuição de piteiras de uso individual e manteiga de cacau pretende-se evitar a transmissão de certas doenças e o ressecamento dos lábios.
Que ideia fenomenal. Num momento de fissura o usuário está realmente preocupado em não ferir a boca. Sugiro também a distribuição de adesivos para a decoração do cachimbo com dizeres como “Eu já fui assaltado” ou “Eu acredito em duendes” e latinhas bonitinhas para guardarem as pedras.
Vergonhoso é que o projeto conte com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. É possível que até os dependentes saibam que essa iniciativa apenas desperdiça recursos de pessoas bem-intencionadas em patrocinar a Ong. A maioria dos usuários já chegou num ponto sem volta. O que eles necessitam é de tratamento, e não de soluções cosméticas.
Felizmente, numa entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o secretário das subprefeituras Andrea Matarazzo classificou a ideia como absurda. Já o psicólogo que coordena o projeto de “redução de danos”, Thiago Calil, disse que o objetivo é “fomentar o autocuidado no local de uso”.
No ano passado o “É de Lei” fez 1.797 atendimentos de campo. Distribuíram 2.358 protetores labiais e 1.332 piteiras. “É difícil quantificar os resultados do trabalho”, explica Calil.
O que estava ruim piora ainda mais: a Ong não tem dados dos “índices de cura” alcançados! Só fumando mesmo.
Que esse projeto infeliz sirva para alertar as autoridades sobre mais este problema causado pelas drogas. Do contrário, a população começará a ser dizimada numa epidemia silenciosa. E com os lábios feridos.

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2009/11/12

BRINCANDO DE DEUS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:45

sam1

palhetaQuem olha a foto acima é capaz de jurar que se trata de um recém-nascido real e bem-comportado. Mas ele é resultado da produção independente do artista australiano Sam Jinks, que o gerou com silicone, tinta e fios de cabelo de verdade.
Escultor há mais de 11 anos, Sam é capaz de fazer milagres sem precisar de uma mulher ou de um útero de aluguel. A gestação, entretanto, é bem mais longa do que os nove meses usuais.
O artista passa horas e horas em seu estúdio em Melbourne criando meticulosamente esculturas que têm a mesma expressão e o mesmo brilho do rosto de Nicole Kidman – coincidentemente sua conterrânea.
O resultado impressiona pela atenção aos detalhes. É como se suas esculturas respirassem.
O processo de produção começa com uma base em argila que depois é moldada no silicone. Depois de limpo, o molde recebe a cor e os fios de cabelo – inseridos um a um, com agulha.
Sam diz que sua maior influência são os artistas renascentistas como Michelangelo ou Bernini. Em 2007 Sam produziu sua própria versão de Pietá, uma das obras mais famosas de Michelangelo. No lugar de Jesus morto nos braços de Maria, um velhinho muito debilitado sendo segurado por um homem (foto abaixo).
Sam começou sua carreira trabalhando em anúncios de TV fazendo bonecos e adereços. Depois passou a criar pessoas e animais para serem usados em efeitos especiais de cinema e televisão. Nos últimos cinco anos tem se dedicado exclusivamente ao seu próprio trabalho.

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Vejam outras fotos impressionantes das obras de Sam AQUI

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2009/11/11

A RODA DA FORTUNA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 07:56

simplicidade

moneyA cada vez que o prêmio da Megasena se acumula os sonhos de muitos brasileiros se tornam realidade – pelo menos por alguns segundos na mente de cada um de nós.
Todo mundo tem um plano megalomaníaco para gastar a bolada: comprar uma Ferrari, uma ilha, uma mansão ou simplesmente sumir. Mas e quando o sonho vira realidade? Como os milionários torram a grana?
A resposta está numa pesquisa divulgada pela Loteria Nacional britânica para comemorar seus 15 anos – e indica algo surpreendente. Não são os bens luxuosos e caríssimos que lideram a lista de desejos. Pelo menos entre os ingleses sortudos, o que mais importa é recuperar o estilo de vida feliz que eles levavam um ano antes de receberem a herança inesperada.
Tony Wells-Stubley, um policial aposentado que ganhou 2.2 milhões de libras (R$ 5.720.000) cinco anos atrás, investiu no casamento com a companheira e na coleção de bonequinhos do “Comandos em Ação” e do “G.I. Joe” que ele tinha desde os 5 anos de idade. O que de melhor todo o dinheiro lhe proporcionou? “Tempo. Me deu tempo e liberdade para fazer as coisas de que gosto”.
Greta e Tony Dodd, que levaram 2.4 milhões de libras (R$ 6.864.000) em 2007, até chegaram a comprar uma casa nova, uma Mercedes e aneis de diamante, mas a melhor aquisição foi menos brilhante. Ambos fizeram cirurgias nos joelhos. O casal tinha dores que lhes privavam de praticar o que eles mais adoravam: dança de salão.
Sarah Cockings, que ficou 3 milhões de libras (R$ 8.580.000) mais rica em 2005, realizou o desejo de suas duas irmãs pagando uma cirurgia de implantes nos seios para ambas. Além disso, comprou uma casa nova para os pais e voltou a estudar. Quando questionada sobre sua melhor compra, ela citou seus dois cães.
É possível que no Brasil os resultados não fossem tão diferentes: pagar as dívidas, ajudar a família necessitada e fazer um churrasco na laje para comemorar. Na prática a megalomania é bem mais simples do que parece.
A Loteria Nacional inglesa foi criada em 1994 e desde então cerca de 2.300 pessoas já se tornaram milionárias. A média dos prêmios é de 2.090.802 libras (ou R$ 5.979.694).

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