
Chichén-Itzá foi uma cidade que funcionou como o mais importante centro político e econômico durante o auge da civilização maia – de 200 a 900 depois de Cristo. Na língua maia, Chichén-Itzá quer dizer “A boca do poço dos bruxos d’água”.
Eleita há cerca de três anos como uma das Sete Maravilhas do Novo Mundo, Chichén-Itzá fica a 205 quilômetros de Cancun, já no Estado de Yucatán, e seu cartão-postal é a pirâmide de Kukulkán (acima).
O guia que nos acompanha por Chichén-Itzá informa que o mundo maia espalhou-se por cinco países: México, Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador. Das 11 mil zonas arqueológicas já descobertas, apenas 104 estão abertas ao público.
Apesar de a pirâmide mais famosa ser a de Kukulkán, a mais alta – a La Danta – está na Guatemala, em El Mirador, e vai a mais de 70 metros.
O título de uma das novas sete maravilhas do mundo, entretanto, não foi conquistado graças à beleza da pirâmide, mas pelo o que ela representa. A Kukulkán é na verdade um calendário cheio de significados que demonstra todo o talento dos maias na Matemática, na Astronomia e na Engenharia.
Cada lado da pirâmide tem 91 degraus (91 x 4 = 364) que somados à plataforma superior resultam em 365, número de dias do ano. Além disso, cada um dos lados está voltado para um dos pontos cardeais e há 52 painéis em suas paredes – uma referência aos 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo.
O mais impressionante é que nos equinócios de primavera e outono a sombra do sol numa das escadarias forma a silhueta de uma serpente. Trata-se da sombra de Kukulkán, o deus-serpente dos maias em homenagem ao qual a pirâmide foi erguida.
Outra curiosidade é que ao batermos palmas a partir de um certo ponto de distância da pirâmide o eco que se tem é o canto de um pássaro. Simplesmente mágico.
O centro arqueológico conta com várias outras construções, como o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogo de Pelota – cujo significado será explicado em outro post.
Há por volta de 17 “cenotes” (poços) pelas ruínas. O maior deles – o “Cenote Sagrado”, que batizou o lugar – era usado para despejar os restos mortais das vítimas dos sacrifícios humanos realizados em nome dos deuses.
O poço tem 60 metros de diâmetro, o espelho d’água está a 22 metros e a profundidade é de 13 metros. Depois de descoberto foi explorado por arqueólogos, que encontraram no fundo das águas cerca de 35 mil oferendas que incluíam pedras preciosas e ossos humanos – a maioria de crianças.
Estima-se que a população em Chichén-Itzá era algo entre 40 e 60 mil pessoas da alta classe que viviam separadas do restante dos habitantes por muros que cercavam a cidade.
Só há um ponto a se lamentar em Chichén-Itzá: apesar de o ingresso ao local ser tarifado e o controle de pulseiras ser rígido, o acesso de ambulantes é permitido. Entre as ruínas realiza-se um verdadeiro mercado a céu aberto cujos vendedores não dão sossego nem aos turistas nem às almas penadas que vagam pelo lugar.
No capítulo de amanhã, o parque “Xcaret”
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Com o aguaceiro que desaba em todo o Brasil seria muita sorte não precisar trocar o guarda-sol pelo guarda-chuva em algum momento da viagem.
Almoço no Quadrado: R$ 35. Ingresso do “Arraial D`Ajuda Eco Park”: R$ 60. Admirar a natureza quase que como foi criada: não tem preço.
Nelson Rodrigues já disse que toda unanimidade é burra. Além de polêmica, a afirmação é generalista e radical, mas tem lá um certo sentido.